Depressão e prevenção de suicídio.

Esta doença causa um sofrimento intenso no indivíduo, que de repente se vê sem forças e sem energia para as atividades que realizava habitualmente.

É comum o indivíduo deprimido  se culpar pelo que está sentindo, achando que é preguiça ou má vontade de melhorar. Entretanto, é importante salientar que a depressão é uma doença que requer tratamento e não depende apenas da  força vontade da pessoa para se recuperar.

É  essencial também apontar a diferença entre tristeza e depressão. Todos nós ficamos tristes de vez em quando e isso é normal. Na depressão, essa tristeza não passa e começa a prejudicar várias áreas da vida  como o trabalho, os estudos e a  relação com amigos e família.

Podemos dizer que a pessoa deprimida olha com uma lupa todos os problemas e dificuldades e por outro lado quase não enxerga ou minimiza as  coisas boas de sua vida.

Causas

Genéticas  -  Há cerca de trinta anos, descobriu-se a influência genética na depressão. Estudos  mostraram que uma pessoa que tenha um familiar  de primeiro grau com  depressão tem mais chance de desenvolver a doença.

Ambientais – situações difíceis como perdas de familiares, doenças, perda de emprego, término de casamento podem desencadear um episódio depressivo, principalmente quando duas ou mais situações difíceis ocorrem num curto espaço de tempo, 6 meses a um ano. Quando é possível identificar um fator desencadeante, a depressão é denominada reativa.

Tratamento;

O tratamento mais eficaz e completo engloba  psicoterapia e tratamento com antidepressivos.

Vários tipos de psicoterapia podem auxiliar o  paciente depressivo, tais como: psicodrama, psicanálise, análise junguiana e gestalt.

A orientação da família é extremamente importante. É   necessário que entendam o que é a doença, qual o tratamento e como lidar com a mesma.

A atividade física também pode auxiliar no tratamento da depressão.

De acordo com a gravidade, a depressão pode ser: leve, moderada ou grave.

O indivíduo deprimido apresenta  sintomas tais como:

  • desânimo diário
  • desinteresse pelas atividades habituais
  • pensamentos predominantemente negativos em relação a pessoas e acontecimentos à sua volta.
  • sentimento de inferioridade
  • isolamento social
  • culpa excessiva
  • irritabilidade
  • insônia ou sono excessivo
  • falta de concentração
  • falta de apetite/perda de peso
  • vontade de chorar ou choro frequente
  • falta de esperança no futuro.
  • sintomas físicos sem causa orgânica.
  • perda da capacidade de sentir prazer (anedonia)
  • ideias de morte e suicídio

Tipos de depressão

  • Depressão maior    –    Trata-se de uma depressão bastante incapacitante, em que  a pessoa não consegue realizar suas atividades habituais, como trabalhar estudar, arrumar a casa. Muitas vezes, o paciente não consegue nem levantar da cama   de tão desanimado que se encontra.  O paciente apresenta cinco ou mais sintomas durante pelo menos 15 dias.  Este tipo de depressão exige uma ajuda de familiares e amigos, já que o paciente muitas vezes não consegue ter a iniciativa de buscar ajuda de um psiquiatra e de um psicólogo. É  importante ressaltar que, apesar da gravidade,  quando se inicia  logo o tratamento  e o paciente se compromete com o mesmo, pode-se obter uma boa recuperação.
  • Depressão menor  ou Distimia - Trata-se de uma depressão mais leve e contínua com duração de pelo menos dois anos.  Não é tão incapacitante quanto a depressão maior, mas, se não for tratada, acaba por prejudicar a vida social, familiar e profissional.  É   comum a demora para se fazer o diagnóstico,  já que os sintomas são menos perceptíveis e a pessoa demora mais para procurar um médico ou psicólogo.
  • Depressão reativa   –   Decorrente de acontecimentos   como perda de entes queridos, término de casamento, perda de emprego e outros.

Prevenção de suícidio

Pessoas com depressão têm mais chance de pensar na possibilidade de suicídio, tentarem se suicidar  ou se suicidarem.

Por isso é importante que familiares  e/ou amigos ficarem atentos a qualquer sinal de que a pessoa esteja fazendo planos nesse sentido.

Muitas vezes a pessoa deprimida comenta que quer se matar e as pessoas à sua volta acham que ela está só querendo chamar a atenção.  É  importante entender isso como um pedido de socorro  e imediatamente comunicar ao psiquiatra e psicoterapeuta para obter a orientação necessária.

O suicídio é um tema tabu do qual se fala pouquíssimo. As pessoas tem inclusive receio de perguntar a um amigo ou familiar se ele tem idéias suicidas ,  mesmo que suspeitem  que ele esteja cogitando se matar. Em ambientes  de trabalho ou universidades em que uma pessoa cometeu suicídio , apesar do sofrimento ,  também  se percebe um bloqueio em se falar do assunto.  É  como se as pessoas achassem que falar de suicídio fosse incentivá-lo e é justamente o contrário. A melhor forma de prevenir é ter abertura para falar do assunto.  Quando se aborda o assunto  é possível ajudar, pensar em outras possibilidades e buscar ajuda profissional.

É  importante frisar que  em torno de 90% das pessoas que cometem suicídio  apresentavam transtornos mentais e  uma boa parte destes suicídios poderiam ser evitados com tratamento psiquiátrico e psicológico.

Outro dado importante é que os suicídios entre jovens tem aumentado muito.  Se considerarmos que a adolescência é um período de grandes transformações físicas e emocionais e também  de escolhas importantes como a da profissão torna-se fácil entender a maior suscetibilidade nesta fase. Além disto, se pensarmos na realidade brasileira e considerarmos  a qualidade da educação oferecida pelo estado, a falta de oportunidades para os jovens e  a violência entre jovens  podemos  compreender  melhor estas estatísticas.

Alguns  fatores  como  :  o consumo de drogas e álcool,  sofrer bullying e  ter sofrido abuso sexual ou maus-tratos aumentam o risco de suicídio na adolescência. Para agravar ainda mais a situação surgiu no Brasil o jogo da Baleia Azul,  um jogo criminoso que estimula adolescentes a se automutilarem e se suicidarem, causando muito sofrimento aos adolescentes e suas famílias. Por outro lado, o perigo do jogo serviu para quebrar tabu e se discutir o suicídio adolescente, que vinha crescendo mesmo antes do surgimento do jogo.

 

Logo abaixo alguns links interessantes sobre suícidio:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/04/1874794-medicina-da-usp-se-mobiliza-apos-tentativas-de-suicidio.shtml

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/crescimento-constante-taxa-de-suicidio-entre-jovens-sobe-10-desde-2002.ghtml

http://exame.abril.com.br/marketing/taxa-de-suicidiohttp://exame.abril.com.br/marketing/taxa-de-suicidio-diminui-85-apos-acao-da-samsung-em-ponte/-diminui-85-apos-acao-da-samsung-em-ponte/

https://www.tuasaude.com/suicidio-https://www.tuasaude.com/suicidio-na-adolescencia/na-adolescencia/

https://brasil.elpaihttps://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/27/politica/1493305523_711865.htmls.com/brasil/2017/04/27/politica/1493305523_711865.html

Leia também:

http://www.psicoterapiaepsicologia.com.br/transtorno-bipolar/

 

Atualizado em novembro/2017